Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também, quem garanta que nem todas as noites, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
(Shakespeare – Sonho de uma noite de verão.)

E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais perto do paraíso do que eu jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que eu sinto é este momento
E tudo que eu respiro é a sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso irá acabar
e eu não quero sentir a sua falta essa noite
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem eu sou
E você não pode lutar contra as lágrimas que não estão vindo
Ou o momento da verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
É você sangra só para saber que está vivo

É as coisas não estão lá muito boas para as bandas da Califórnia e seu condado mais famoso (Lê-se Hollywood). “O exorcista” vai voltar para a mídia, mas uma vantagem (Se é que podemos chamar assim) é que o “remake” será feito para a televisão com o diretor do original no comando (menos mal, eu acho).
Mas, o que me deixou bem triste foi saber que um dos estúdios mais tradicionais do mundo da sétima arte está indo a leilão. Com uma dívida de mais de 3 BILHÕES de dólares, os estúdios Metro Goldwin-Mayer ou simplesmente MGM se assim você preferir, está indo a leilão. Sim, o estúdio do rugido do leão não conseguiu passar em brancas nuvens pela tão falada crise econômica que vem assolando o mundo.
Uma pena. Eu não sei qual será o futuro do estúdio, mas sinceramente, eu espero ainda ver grandes produções dele. Para o estúdio que já teve contratados Clark Gable, Greta Garbo e produziu os grandes musicais da era de ouro de Hollywood... É de cortar o coração.
O mais estranho (SINISTRO mesmo), foi que ontem mesmo eu estava lendo sobre a história do estúdio (E de mais alguns, claro) em um livro “Almanaque de Cinema” lançado pelos colaboradores do Site Omelete. Neles estão as grandes produções dos grandes estúdios. Fala inclusive do United Artist (Que teve entre os seus fundadores, ninguém menos que Charlie Chaplim) e que foi revitalizando pelo Tom Cruise (o que foi brilhante da parte dele). Espero somente que a MGM tenha a mesma sorte! É esperar para ver.
Beijos quentes (Te cuida Edward Cullen)!


Sinceramente, a onda de remake já está enchendo um pouco o saco. Tudo bem ter que aturar os remakes de Karate Kid, Fama e tantos outros que estão aparecendo por ai, mas as coisas, e os produtores deveriam, ao menos, respeitar ainda as pessoas que estão vivas?...
Por que eu estou falando isso? Bem, digamos que eu esteja com muita raiva da próxima produção a ganhar um “belo” remake. Eu estou falando de “Butch Cassidy”, filme brilhantemente estrelado por Robert Redford e pelo saudoso Paul Newman.
Para quem não gosta muito, uma das maiores duplas de atores já existentes no planeta, o filme foi um dos primeiros do gênero que fez com que platéias do mundo todo torcessem pelos “bandidos” e não os mocinhos. Já naquela época, colocar HOMENS interpretando os anti-heróis provou que a coisa rendia bons lucros. Tanto que houve mais um filme com a dupla: Golpe de Mestre.
Bom, ter no elenco Robert Redford e Paul Newman num filme de policia e ladrão rendia duplamente para o estúdio que ganhava com a bilheteria masculina (já que eles iam assistir ao filme de polícia e ladrão) e com a bilheteria feminina (Sinceramente, ter os dois num filme é covardia além de serem PUTA atores... Sinceramente, jogue a primeira pedra a mulher que não sonhou com um Paul Newman “pilotando” uma bicicleta com você na garupa).
Para a minha surpresa, eu entro hoje no site do CCR e me deparo com a notícia de que o filme ganharia um remake. Bem, não demoraria muito, com toda essa onda, o que me deixou com muita raiva, mas muita raiva mesmo foi a dupla que escolheram para fazer o tal remake. Ai sim a coisa começou a azedar. Os prováveis atores a ficarem com a vaga deixada pelo Robert e pelo Paul são nada mais nada menos que John Travolta e Tom Cruise – PELOAMORDEDEUS... Salvem-me desse desastre. Sinceramente, eu não aceito e nem concordo com uma coisa dessas.
Vejam não que eles não sejam bons atores. John Travolta se mostrou um bom ator em tipos homericamente maldosos e Tom Cruise... Bem... Esse eu prefiro não comentar (Ele já passou do tempo de fazer filmes desse tipo). Para ser bem sincera, eu acho que, como Robert Redford e Paul Newman? Para alguém NO MUNDO alcançar a grandeza deles dois separados já é difícil, imagine juntos. Claro, Tom Cruise até chegou a receber um elogio de Newman na época em que filmaram “A Cor do Dinheiro”, mas daí a fazer o mesmo papel que ele? É pretensão demais para minha cabecinha normal.
Já John Travolta? Pelo Amor... Ele está velho demais para uma coisa assim! Tá... Confesso que eles já não eram nenhum garotão de 20 e poucos anos quando estrelaram o filme, mas ser quase sexagenário e fazer um filme desses? Sinceramente, acho que ele não está raciocinando direito, e sem contar que... Eles dois juntos? É a mais improvável química do mundo do cinema. Antes me colocassem o Steve Carrel e o Will Farrell (Que são as pessoas mais abomináveis do mundo do entretenimento atualmente) para fazer a dupla que eles.
Aonde o mundo vai parar mesmo? OH MY GOD (No melhor estilo Angela Weber)!

Saíram os concorrentes para os 05 indicados para a categoria de melhor animação no Oscar. Dando uma olhada mais de perto, se assim posso falar, a Disney está com quatro concorrentes. Não posso falar que são de peso, pois até agora eu só vi dois dos quatro. Então, a Disney está concorrendo com UP – Nas alturas, A Princesa e o Sapo (Desenho com a primeira princesa negra da história da Disney – que ainda não estreou), e com Os Fantasmas de Scrooge (Esse último leva o nome da Disney, mas não sei se é considerado um filme dela) e Thinkerbell e o Tesouro Perdido (Para quem não sabe Thinkerbell também é conhecida como a boa e velha “Sininho”). Ainda temos A Era do Gelo 3, Alvin e os Esquilos 2, Tá Chovendo Hambúrguer, Astro Boy, Monstros VS Aliens, 9 A salvação (Do Tim Burton). Esse ano, como se vê, a Academia resolveu inovar em vários sentidos, desde a escolha DOS apresentadores: a velha dupla Alec Baldwin e Steve Martin (Graças a Deus o Steve voltou para apresentar o Oscar) até o número de concorrentes para a melhor animação, que de três passou para cinco.
Eu sinceramente não vejo o desenho da Sininho como um indicado ao Oscar. Se for para escolher, eu ficaria com Os fantasmas de Scrooge, UP (Da Pixar que esse ano talvez tenha trabalho) e a Princesa e o Sapo (mas não sei se uma animação tradicional terá o peso para virar um indicado). Nesse caso seriam três concorrentes, e ainda faltam dois. Ai que está o problema. Geralmente, quando é o Hayao (Diretor de A viagem de Chihiro e O Castelo Animado) que aparece na lista com Ponyo (que pelo que eu sei, é uma história que se passa no oceano) eu não hesitaria em falar que Astro Boy seria o próximo indicado, mas não é ele, então acho que Astro Boy fica de fora. A Era do Gelo 03 é um forte concorrente para a indicação, o que não seria nada mal para a gente. 09, A Salvação é do Tim Burton e sempre que se tem alguma coisa dele, eu sinceramente não sei o que pensar ou esperar, pode ser que seja, pode ser que não seja. Já Monstros VS Aliens, Tá Chovendo Hambúrguer, Alvin e os Esquilos e o tal Planeta 51, sinceramente, não têm cacife para estarem entre os indicados. Nesse caso falta somente um, levando em consideração que, A Era do Gelo 3 seja um dos indicados. Ponyo estando na lista, provavelmente algum deles vai sair. O Hayao Miyazaki é sempre forte concorrente na escolha das animações, até porque, ele mal usa a tecnologia nos seus desenhos, por isso eles serem tão mágicos a meu ver. Ele é da “old school” e toda a magia e lendas do Japão aparecem em seus desenhos que são singelos e puros.
Mas eu posso errar em relação a era do gelo.
Ainda há mais alguns indicados que eu não os conheço, por isso não comentei, mas para quem quer saber a lista dos 16 nomes concorrentes é só entrar no site do OMELETE.
Em quem vocês estão apostando?! Aguardem até o dia 02 de fevereiro de 2010 para saber.
Beijos quentes.

Eu estou para atualizar esse blog desde sexta feira, mas confesso que, sinceramente, eu não estava nem um pouco afim disso! Bom, agora eu vou atualizar, e nada melhor que falar da coisa que eu mais gosto na vida! (Não, não é livros e sim cinema).
Ontem, eu fui assistir “Os Fantasmas de Scrooge”. Para quem é ligado nessa coisa toda de natal (O que, aliás, preparem-se, a época de assistir “A Felicidade não se compra” está chegando), sabe de que história eu estou falando. Do bom e velho Ebenezer Scrooge. As várias adaptações de uma das mais belas histórias de natal não nos prepararam para isso que dessa vez, ficou ao encargo da Disney, ou seja, garantia de um bom divertimento. Usando a técnica de captação de imagens, a animação marca pela belíssima fotografia (Se é que podemos chamar assim).
Claro, a história se passa na Londres do início do século, quando um velho avarento e solitário tem, em uma noite, a chance de mudar de vida. Para isso ele recebe a visita de três espíritos, os fantasmas nos natais: passado, presente e futuro e durante a jornada, o público passa a conhecer a história de Ebenezer e os motivos que os levaram a ficar do jeito que está. Eu sempre aprendo alguma coisa, revendo o filme (seja que adaptação for). Dessa vez foi a crítica que os produtores fizeram ao “sistema” religioso dos dias atuais. É só prestar bastante atenção no momento em que Ebenezer está na presença do espírito do natal presente (O que, aliás, qualquer semelhança com alguém lá de cima, provavelmente NÃO é mera coincidência). E claro, ver como uma pessoa amargurada pode ser salva na época de natal é sempre bom.
Usando a captação de movimentos, vimos um Jim Carrey (Sinceramente, eu não sei o que ele ainda pensa fazendo aquelas comédias idiotas, o cara é um PUTA ator dramático e fica jogando o talento dele fora, deixa esse tipo de comédia para os “Jack Black” da vida) completamente descaracterizado como Ebenezer. E como essa técnica, o ator atua, PALMAS para o amadurecimento profissional do Jim, sim, por que, para interpretar EBENEZER SCROOGE a pessoa precisa estar completamente concentrada, pois o personagem é um dos mais complexos do entretenimento. Ainda fomos presenteados com Gary Oldman, Colin Firth, Bob Hopkins. Sim, a grande maioria atores britânicos. Eu ainda fico me perguntando como um Antony Hopkins interpretaria esse personagem, enfim! Tivemos Jim Carrey, que esqueceu as caretas e resolveu “brincar” como gente grande. Ainda vemos o bom e velho Jim com suas piadas, mas elas evoluíram para algo engraçado de verdade. Ver a forma como ele conseguiu mostrar todo o sofrimento do Ebenezer e como ele realmente se sentia solitário, foi brilhante.
O que falar dos outros três? Bem, só pelo fato de eles serem britânicos já é alguma coisa, não acham? Ou alguém duvida que os melhores estejam por lá? Já que a escola deles é o teatro?
Aqui em Manaus, as cópias vieram dubladas. Eu geralmente não gosto de dublagem quando existe ator britânico, mas dessa vez eu realmente tenho que falar. Palmas para o “elenco”, a começar pelo Guilherme Briggs (Ou para quem não conhece o Gronk de “A Nova escola do Imperador” ou o “Optimus Prime” ou então a voz do Superman animado, enfim...) que evidentemente se tornou “a voz” oficial do Jim no Brasil. Eu sou muito fã da dublagem brasileira, não escondo isso de ninguém, mas confesso que ele foi tão perfeito nesse filme que só descobri que era ele, passado quase uma hora de filme, que é quando, aparece, mais ou menos, o Ebenezer jovem. Ele modificou tanto a voz para fazê-lo velho que até eu, que reconheço as vozes dos dubladores até quando eles estão falando em inglês, senti dificuldade para acreditar que era ele.
Enfim, o filme já está na lista dos DVDs que eu terei, obviamente! E é um bom filme. E não é porque é Disney, e nem porque é a nova adaptação de “Um conto de Natal” do Dickens, mas é porque a lição que essa história vem passando de geração a geração é tão linda que deveria se tornar obrigatória na época natalina para que as pessoas não se esqueçam do que realmente é importante para a vida!
É isso! Boa semana a todos!
Beijos mais que quentes.
Por que, aparentemente, você começa a ler um livro? Quero dizer, que tipo de parâmetro você pega um livro da prateleira de uma livraria, e o compra? Pega a revista que começa com V e lê a lista de mais vendidos? Sem esquecer que nessa lista, eles levam em consideração a venda das duas maiores livrarias do país? E numa delas, eu sou colaboradora?
Enfim, o que eu estou querendo dizer, é, por que você, afinal de contas, começa a ler um livro? Estou fazendo essa pergunta, por um simples motivo... Acabei de ler uma das trilogias mais fantásticas que eu já me peguei lendo! Claro, eu vou do policial à aventura num piscar de olhos, mas vejam... Sempre uma boa história me chama a atenção. Acho que a única exceção foi quando eu entrei em uma livraria e acabei descobrindo o mundo de conspiração do Dan... Quero dizer, ele realmente fez um bocado de gente pensar em suas obras... Pensaram tanto que Hollywood logo viu as cifras em torno das suas histórias. Mas eu fico me perguntando o seguinte... Quando uma história é uma PUTA história e que se passa longe dos “holofotes” americanos? Será que Hollywood também tem interesse nisso?
A Trilogia Millennium desde sempre, me chamou a atenção por vários motivos. Eu dificilmente leio romances policiais (Bem, é assim que ela está cadastrada), mas o título do primeiro volume me chamou a atenção. Intitulado “Os homens que não amavam as mulheres”, Stieg Larsson, simplesmente apresenta a Suécia, sua forma de governo, seu sistema jurídico, enfim... A Suécia. E não os Estados Unidos, mas um país, pequeno até, importante da Europa.
No primeiro, foi apenas uma apresentação, por assim dizer, dos personagens principais e como começou a relação de cumplicidade amigável entre eles. Claro, houve sim, em algum momento, algo para classificá-lo como policial, mas levando em consideração a sedução da história, bem como do personagem principal, Mikael, e claro, nos apresentou uma pessoa completamente anti-social, mas que desde sempre você simpatiza com ela, a Lisbeth, ou simplesmente Sally. Ela simplesmente faz você querer ser ela. E ao contrário do que as pessoas imaginam, a minha Sally era até bem bonita, apesar de ser pequenina. Além, é claro, de você simplesmente se encantar com a forma como ela detém os conhecimentos cibernéticos.
Enfim, por pura curiosidade, acabei me deparando com algo simplesmente surpreendente. Eu sempre falei, e nunca escondi isso de ninguém, que sou apaixonada pela literatura inglesa (Britânica para ser mais exata), mas o Larsson quebrou essa minha rotina (Não que eu não leia outros “países”).
Posso dizer que a ação realmente começa a acontecer no segundo volume, quando conhecemos a história por trás de Sally, e porque, afinal de contas, ela age da forma que age. É quando conhecemos também que, ser Hacker, parece não ser assim tão ruim. Mas também, à medida que vamos entrando mais fundo na história, achamos que ela simplesmente não terá mais saída. Mas, mesmo sendo anti-social ela se mostrou ser mais social que parecia. O que falta nela é apenas confiança nas pessoas, já que aquelas que ela confiou, sempre a traíam em determinado momento. Enfim, no segundo volume, conhecemos outros personagens e passamos mesmo a ter alguma raiva do chamado “sistema” – Nesse ponto, qualquer semelhança com o tupiniquim é mera coincidência – e passamos a torcer fervorosamente por ela (Sem contar em ter certa simpatia para um futuro relacionamento). Mikael se mostra mais fiel do que aparentava e todos se convencem de que, Lisbeth Sallander é a heroína atípica das histórias.
O problema é a forma como o Larsson escreve, ele sempre faz com que queiramos saber mais, e mais, e sempre termina seus livros de maneira até meio abrupta (O que me deixa bastante frustrada e com raiva), e nos faz divagar sobre como as coisas acontecerão. Somente em um determinado ponto da trilogia ele foi completamente previsível, bem, quero dizer, eu pelo menos saquei desde logo o que estava se passando – ler vários livros e ver vários filmes assim nos faz ter um pouquinho de desconfiança em algumas coisas, e não, nem sempre o mordomo é o culpado.
O terceiro volume, chegou para simplesmente fechar os pontos em aberto de “A menina que brincava com fogo”. “A rainha do castelo de ar” mostrou a forma como as coisas aconteceram depois de determinado acontecimento, e como o Larsson nos deixou com o coração na mão temendo pelo futuro da Sally. Eu, pelo menos, quase tive um filho quando notei que “A Menina...” havia acabado e “A rainha...” ainda não havia sido lançado (o ruim dessas trilogias é isso...).
Vocês estão notando que eu mal estou falando do contexto em si da história. É porque, eu simplesmente estava com a péssima mania de estragar detalhes importantes contando para vocês o que acontecia na história. Algumas pessoas simplesmente não querem saber o que acontece, não querem saber, nem se em determinado momento da história alguém briga com outra pessoa porque um prego caiu no chão! A única coisa que simplesmente passou despercebido para o Larsson, foi que, nos dois primeiros volumes, sempre havia uma explicação para os títulos, nesse terceiro volume, eu sinceramente, fiquei sem saber por que o livro se chamava “A rainha do castelo de ar” (O que não deixa de ser um título bastante original).
O ruim agora, vai ser encontrar um livro, ou uma trilogia, ou seja lá quantos livros tenham, tão envolvente quanto essa!
Beijos mais que quentes. (Ah e falando nisso, ingresso comprado para Lua Nova).
Não faz muito tempo, eu escrevi sobre a modinha vampiresca que anda assolando o mundo inteiro, não foi? Quando a gente pensa que, enfim, a coisa acabou um pouco, quer dizer, não TAM pouco, já que tem agora, para concorrer com “Crepúsculo”, Diários do Vampiro (Que virou série), Vampiros em Dallas (Que virou série), Marcada, que parece que é o... Digamos, candidato a ocupar o local de Crepúsculo no coração das meninas e tantos outros que estão por aí.
Agora eu vi que vai vir mais um. Bem, na verdade, esse, eu gostaria MUITO que fosse um pouco diferente, mas parece que a coisa ainda vai render MUITO pano para a manga... Seringa para sangues e coisa e tal... O nome do Livro? Para Sempre – Os imortais – Livro 01. Sinceramente? Isso já ta cansando um pouco. Tá, o Edward e Cia revitalizaram o conceito de vampiro no mundo, mas chega gente! Aff... Daqui a pouco, vamos ter uma história em que Vampiros têm alergia a sangue e a cada 06 meses podem comer comida mortal! (Por Favor, que isso não vire realmente realidade.)
Descrição do livro abaixo! – Qualquer semelhança É mera coincidência!
Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz idéia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.
Vampiros, serão eles moda?
Sempre que eu paro para pensar nessa coisa de modismo, eu me surpreendo com o rumo que as coisas levam. É certo que o presente é moldado por modismo, quer dizer, o que está em evidência hoje, amanhã pode não mais existir. O mundo é assim. Mas até mesmo dentro dos modismos, existem aquelas coisas que vira e mexe reaparecem das cinzas como uma Fênix. No mundo do entretenimento, então, essa regra parece ser levada a sério demais pelas produtoras, pelos estúdios e pelas pessoas que vivem desse mundo de “magia”. A prova disso são as várias versões e edições de clássicos que sempre estão aparecendo.
A mais nova “velha” moda está em torno das “criaturas da noite”. Daquelas criaturas misteriosas e sedutoras que tendem a deixar os cabelos das pessoas em pé quando tratada da forma correta. Sim, vampiros e todo o seu mundo misterioso e sedutor. Para eu ser bem sincera, pensando bem, eles nunca estiveram fora de moda. Sempre existem aquelas pessoas que insistem em afirmar que eles realmente existem (Ok, eu não sou uma dessas pessoas, mas não custa nada andar com um crucifixo perto, certo? Ainda mais agora com tanto falatório relacionado a eles.).
Desde o filme “Nosferato” que estúdios de cinema abordam o tema das formas mais inusitadas possíveis, quando, o termo vampiro era uma criatura monstruosa que vagava sem alma pela noite, atrás de vítimas para tomar seu sangue e assim conseguir sobreviver. Bela Lugosi chegou para modificar um pouco essa imagem. Seu vampiro trouxe um que de sedução que perduraria até os dias de hoje (pena que esse foi o papel imortalizado pelo ator que nunca mais conseguiu se desvincular dela). Com Bela Lugosi vimos a imagem do vampiro clássico, com capa, presas, olheiras e tudo o mais que um vampiro merece. Nos anos 70 e 80 a imagem dos vampiros foi vinculada ao terror (Não que ela tenha sido afastada nos dias de hoje), mas com filmes como “A Casa do Espanto”, várias pessoas saíram com medo das salas de cinema (Mas só vale o primeiro). Buffy chegou para trazer um pouco do mundo adolescente para o tema. Sinceramente, ver uma adolescente caçando vampiros não é assim tão assustador. O filme foi um “sucesso” tão Cult que se transformou em série de sucesso (Eu ainda afirmo que nenhum outro vampiro barra o Angel, enfim...).
Nos anos 90 a coisa mudou um pouco de figura. Já não víamos aquela imagem de ser do mal que só quer saber de tomar o sangue de suas vítimas. Víamos um motivo para tudo isso. Em “Drácula de Bram Stoker”, Gary Oldman foi o responsável por alguns suspiros de mocinhas que sonhavam em estar no lugar da Winona Rider. O Copolla montou um filme tão bem dirigido que, até hoje, dificilmente haverá um filme tão brilhante quanto aquele. Isso sem contar que, a história do conde que, depois de saber que sua amada morreu, se virou contra Deus e foi redimido pelo amor, é de certa forma uma das mais belas fábulas de amor já contada.
Logo depois, surgiu as “Crônicas Vampirescas”. Anne Rice sempre gostou desse mundo e foi com ela e seu livro “Entrevista com o Vampiro” que o assunto rendeu boas discussões mundo a fora. Primeiro porque, os vampiros de Anne Rice, não são tradicionais, podemos dizer assim. Eles têm características humanas. Quer dizer, em quase todas as histórias de vampiros, eles são aquelas criaturas, aqueles seres que são “perfeitos” em vários sentidos. Que se afastam da sua humanidade e se tornam seres superiores. Os vampiros da Anne Rice não, eles são tão imperfeitos quanto qualquer pessoa, e admiram os humanos por isso. Ainda os acham frágeis sim, mas os admiram por isso. Os admiram por eles terem (Continua no post abaixo)
Vampiros, serão eles moda? (Parte II)
escolhas. Depois porque, o elenco estelar que juntaram para fazer o filme só acontece uma vez a cada milênio, se duvidar. Ver Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Bandeiras e uma Kirsten Dunst começando sua carreira, não é para qualquer um. Reza a lenda que a tão incômoda inimizade entre Cruise e Pitt nasceu nos bastidores desse filme. Inimizades a parte, o filme é até hoje um dos melhores filmes do tema já feitos.
Depois dele, as séries de TV não ficaram para trás. Com Buffy e Angel, os vampiros se tornaram mais humanos, gentis e amorosos. Sempre procurando a salvação, os vampiros da TV aparecem sendo aqueles mocinhos que salvam a mocinha das forças do mal e se duvidar se casam com ela.
Eu posso dizer que agora em 2000 e poucos, os vampiros que vemos é uma mescla de tudo isso que aconteceu até agora. São humanos, são maus, são seres que estão à procura da redenção. Em 2001 apareceu nas telas do cinema, um filme que quase não houve propaganda: Anjos da Noite. Ele não só trouxe para as telas, o mito dos vampiros novamente, como apresentou a eterna briga entre eles e seu inimigo natural, os lobisomens, e também apresentou a modernidade para eles. Eram vampiros guerreiros, extremamente organizados e completamente belos. E claro, apresentou ao mundo a Kate Beckinsale, que a meu ver, deve seu sucesso aos dois filmes da saga.
Foi então que, quando se achava que nada mais poderia ser modificado em relação aos vampiros que Stephenie Meyer chegou. Com seu livro de pouco mais de 300 páginas, ela conseguiu transformar a palavra vampiro em ouro. Elevou os seres da noite para outro patamar, o de celebridade. Os vampiros da Steph SÃO humanos. A única diferença é que eles bebem sangue. De animais, mas ainda assim bebem sangue.
Hoje, depois de Crepúsculo e suas três continuações, não existe uma garota no planeta que não sonhe em conhecer seu Edward, sua família Cullen e até mesmo seus “chefes” os Volturis. O interessante nos vampiros da Steph é que eles são diferentes dentro do mito. Eles ainda são imortais, eles ainda bebem sangue, mas eles não entram em combustão ao entrar em contato com o sol e abominam qualquer tipo de caixão, até porque, eles não dormem. Cada vampiro tem um dom diferente. O que consegue ler mentes, não consegue enxergar o futuro ou ter super força. São vampiros que tentam parecer normais, com profissões normais, vão ao colégio e tudo o mais. Até mesmo as séries de TV tiveram que mudar perante tanta exposição. É só acompanhar de perto True Blood (Onde os vampiros não só existem como convivem ‘pacificamente’ entre os humanos) e Vampire Diaries.
A verdade é que vampiros sempre existiram, e sempre vão existir. O problema é que cada vez mais, fica difícil trazer alguma novidade para esse mundo tão misterioso. Daqui a pouco vamos ter noticias de alguém que escreveu uma história de vampiros onde eles podem escolher se bebem sangue ou se comem carne crua... Mas, esperem, aí já não será mais vampiro, e sim algo entre eles e os lobisomens.
Beijos mais que quentes e bom final de semana.

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